"SÓ CAUSA AMARGURA E DOR O ERRO QUE O HOMEM FAZ. SOMENTE ESPALHANDO AMOR PODEMOS COLHER A PAZ".(de minha autoria)
sábado, 24 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ouça: Viola e o Carro de Boi, de minha autoria com Tonico e Tinoco
Viola e o Carro de Boi
Na viola e na cantoria,
Eu sou mesmo respeitado
Eu tenho um carro de boi,
Levo as coisas no mercado.
No rancho não falta nada,
Um dinheirinho guardado
Ganhei com minha viola
E os produtos do roçado.
Eu vivo com a natureza
E creio em Deus no espaço,
Dificuldade na vida
Há muito tempo não passo.
Estou sempre trabalhando
Com o meu punho de aço,
A viola encomendo
O carro eu mesmo faço.
A coisa que eu mais gosto
Viola bem afinada,
Um carro de boi cantando
Puxando carga pesada.
O meu cavalo criolo
E as vacas na invernada
Mulher e quatro filhinhos
Enfeitam a minha morada.
Com a viola e o carro de boi
Eu fiz meus filhos estudar.
Dois se formaram doutor
Morando na capital:
A Rita e a Mariazinha,
Professoras do arraial
Cresceram ouvindo a vióla
E o carro de boi cantar.
Eu sou caboclo da roça
Fartura eu tenho bastante,
A cabocla na palhoça
Me alegra a todos instantes.
Pedaço de terra boa
Sou devoto confiante
Só peço à Deus que me ajude
Tocar a vidinha pra diante.
Eu sou mesmo respeitado
Eu tenho um carro de boi,
Levo as coisas no mercado.
No rancho não falta nada,
Um dinheirinho guardado
Ganhei com minha viola
E os produtos do roçado.
Eu vivo com a natureza
E creio em Deus no espaço,
Dificuldade na vida
Há muito tempo não passo.
Estou sempre trabalhando
Com o meu punho de aço,
A viola encomendo
O carro eu mesmo faço.
A coisa que eu mais gosto
Viola bem afinada,
Um carro de boi cantando
Puxando carga pesada.
O meu cavalo criolo
E as vacas na invernada
Mulher e quatro filhinhos
Enfeitam a minha morada.
Com a viola e o carro de boi
Eu fiz meus filhos estudar.
Dois se formaram doutor
Morando na capital:
A Rita e a Mariazinha,
Professoras do arraial
Cresceram ouvindo a vióla
E o carro de boi cantar.
Eu sou caboclo da roça
Fartura eu tenho bastante,
A cabocla na palhoça
Me alegra a todos instantes.
Pedaço de terra boa
Sou devoto confiante
Só peço à Deus que me ajude
Tocar a vidinha pra diante.
domingo, 2 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Ouça a música: A Chuva, de minha autoria e Luiz de Castro com Lourenço e Lourival
A Chuva
Pouco a pouco vai molhando minha rua
Vejo a chuva começo sentir tristeza
Porque ela sempre traz lembranças tua
Fico lembrando quase morto de saudade
Daquela tempo que tu me querias tanto
Choro baixinho e a fria água da chuva
Cai no meu rosto e mistura com meu pranto
Fico triste vendo a chuva lá fora
Porque não tenho teu carinho que preciso
Na solidão fico lembrando teu rostinho
E não consigo esquecer o teu sorriso
E depois que a chuva cai sobre as campinas
Vem o sol com o seu raiar sem fim
Vai a chuva e o sol volta novamente
So meu amor que não volta para mim
quarta-feira, 29 de maio de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
DÊ MAIS ATENÇÃO AO SEU FILHO
UMA
CRIANÇA PERGUNTA AO PAI QUANTO ELE GANHA POR HORA. O PAI FICA
FURIOSO E DIZ: MENINO, PARA DE ME PERTURBAR, EU TENHO MAIS O QUE FAZER,
ESTOU OCUPADO. O MENINO INSISTE PEGUNTANDO NOVAMENTE. O PAI FICA BRAVO E
DIZ MENINO, VAI DORMIR E PARA DE FAZER ESTA PERGUNTA E QUERENDO SABER
TUDO DE MINHA VIDA. O MENINO TRISTE VAI PARA A CAMA E PEGA NO SONO. O
PAI ARREPENDIDO DE TER MALTRATADO O FILHO, VAI NO QUARTO E VÊ A INOCENTE
CRIANÇA DORMINDO, ACORDA E CRIANÇA, DÁ UM ABRAÇO E CONTA QUANTO GANHA
POR HORA. O MENINO LEVANTA, VAI NA GAVETA DO ARMÁRIO, PEGA TRES REAIS
QUE JUNTOU EM MOEDINHA E FALA PARA O PAI : MEU QUERIDO PAPAI, EU JUNTEI
ESTAS MOEDINHAS E EU QUERIA QUE O SENHOR VENDESSE UMA HORA DO SEU TEMPO
PARA BRINCAR COMIGO.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Missão de Roceiro
Gravação: Zé Campeiro e Zé Paixão
Autor: Braz Aparecido e Zé Campeiro
Há vinte anos passados
Eu tive a necessidade,
De abandonar minha roça
E mudar para a cidade.
Por causa dos meus filhinhos
Que precisavam aprender.
A pessoa sem estudo
embora tenha de tudo
Não tem gosto pra viver.
Meus filhos foram pra escola
Cada dia uma lição.
Apesar de muita luta
E de muita privação,
Hoje estão todos formados
Exercendo a profissão.
Os filhos do lavrador,
Hoje em dia são "doutor"
A serviço da nação.
Quem for lá na minha casa,
Se quiser posso mostrar
Minha traia de roceiro
Que eu guardei pra recordar:
Enxada, foice e machado,
Picareta e minha pá,
O velho chapéu de palha,
O símbolo do meu trabalho
Que eu posso me orgulhar.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Parabéns
Autor: Braz Aparecido
Neste dia de harmonia e festa
E de muita alegria também,
É o dia do seu aniversário:
Receba os meus parabéns.
O seu lar hoje está em festa
Seus amigos estão reunidos.
Este momento de alegria
Sei que jamais será esquecido.
Parabéns, parabéns,
Nesta data risonha e florida,
Que você tenha muita saúde
E também muitos anos de vida.
Neste dia de harmonia e festa
E de muita alegria também,
É o dia do seu aniversário:
Receba os meus parabéns.
O seu lar hoje está em festa
Seus amigos estão reunidos.
Este momento de alegria
Sei que jamais será esquecido.
Parabéns, parabéns,
Nesta data risonha e florida,
Que você tenha muita saúde
E também muitos anos de vida.
Eu sou de você
Autor: Braz Aparecido
Meu bem eu sou de você
Meu bem eu sou de você,
Nem que você me esqueça
Eu não vou te esquecer.
Meu bem eu sou de você
Meu bem eu sou de você,
Nem que você me esqueça
Eu não vou te esquecer.
Você é a criatura
Que eu sempre amei demais,
Eu te amo de verdade
E vou te amar ainda mais.
Se eu ficar sem seu carinho
Já não sei mais o que faço,
Meu coração está preso
Na corrente dos seus braços.
Meu bem eu sou de você
Meu bem eu sou de você,
Nem que você me esqueça
Eu não vou te esquecer.
Meu bem eu sou de você
Meu bem eu sou de você,
Nem que você me esqueça
Eu não vou te esquecer.
Quero viver ao seu lado
Para sentir alegria,
Eu já não posso ficar
Sem a sua companhia.
Não posso viver sozinho
Sem amor e sem guarida,
Volte logo para mim
Para alegrar minha vida.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Queixume
(Poesia)
Autor: Braz Aparecido
Eu que te amei desesperadamente,
buscando em ti o amor que eu esperava,
me encontro agora num cruel tormento
sem ter comigo quem eu tanto amava.
Eu que fiquei naquelas tardes belas
a contemplar o teu gesto atraente,
me encontro agora a caminhar errante
sem ter mais calma vivo descontente.
Eu que te vi tão meiga e carinhosa
quando encontramos entre beijo e abraço,
me encontro agora sem destino a esmo,
qual uma nuvem a vagar no espaço.
Eu que te vi naquela noite calma,
juras de amor trocamos com alegria,
me encontro agora a lamentar em pranto,
sem esperança de te amar um dia.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Saudade de Paraisópolis
(Poesia)
Autor: Braz Aparecido
Eu deixei entre as colinas
No distante Sul de Minas
Uma bonita cidade.
Despedi e vim me embora.
E infelizmente agora
Vivo sentindo saudade.
É a terra em que nasci,
Lá muito tempo vivi
Com alegria e sorriso.
Mas agora aqui distante,
A saudade é constante
Lembrando de Paraíso.
Trago na minha lembrança,
O meu tempo de criança
Brincando pela calçada.
Eu não ficava sozinho,
Junto de meus amiguinhos
Tudo era felicidade.
Meu Paraíso de encanto
É a terra que eu amo tanto
Por isso agora eu lamento:
A saudade é traiçoeira,
Parece até brincadeira
Sentir saudade do vento.
Com os olhos rasos d'água
Recordo cheio de mágoa
Quando lembro a minha rua.
Onde está aquela gente?
Tudo passa de repente
Só a saudade continua.
Eu queria estar de novo
Juntinho daquele povo
Naquele rincão querido.
Contemplar o horizonte
Rever a praça e a fonte
E os belos campos floridos.
Agora quando anoitece
A saudade me entristece
E invade o meu coração.
Eu lamento a toda hora,
Daquele tempo de outrora
Só resta recordação.
Eu me lembro com saudade
Da minha felicidade
Do tempo que lá morei.
Esquecer jamais consigo
Eu recordo dos amigos
Que lá bem longe deixei.
Pra rever minha cidade
E matar esta saudade
Voltar pra lá eu preciso,
Voltarei alegremente
Pra rever aquela gente
Que mora no Paraíso.
Autor: Braz Aparecido
Eu deixei entre as colinas
No distante Sul de Minas
Uma bonita cidade.
Despedi e vim me embora.
E infelizmente agora
Vivo sentindo saudade.
É a terra em que nasci,
Lá muito tempo vivi
Com alegria e sorriso.
Mas agora aqui distante,
A saudade é constante
Lembrando de Paraíso.
Trago na minha lembrança,
O meu tempo de criança
Brincando pela calçada.
Eu não ficava sozinho,
Junto de meus amiguinhos
Tudo era felicidade.
Meu Paraíso de encanto
É a terra que eu amo tanto
Por isso agora eu lamento:
A saudade é traiçoeira,
Parece até brincadeira
Sentir saudade do vento.
Com os olhos rasos d'água
Recordo cheio de mágoa
Quando lembro a minha rua.
Onde está aquela gente?
Tudo passa de repente
Só a saudade continua.
Eu queria estar de novo
Juntinho daquele povo
Naquele rincão querido.
Contemplar o horizonte
Rever a praça e a fonte
E os belos campos floridos.
Agora quando anoitece
A saudade me entristece
E invade o meu coração.
Eu lamento a toda hora,
Daquele tempo de outrora
Só resta recordação.
Eu me lembro com saudade
Da minha felicidade
Do tempo que lá morei.
Esquecer jamais consigo
Eu recordo dos amigos
Que lá bem longe deixei.
Pra rever minha cidade
E matar esta saudade
Voltar pra lá eu preciso,
Voltarei alegremente
Pra rever aquela gente
Que mora no Paraíso.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Lançamento do filme "Pedrinho o Escravo Amaldiçoado"
Dê um click na foto para ampliar
"Pedrinho o Escravo Amaldiçoado" (meu personagem no filme é Gregório o Capitão do Mato) o lançamento foi no dia 18 de junho de 2011 as 19 horas no prédio do centro cultural Geraldo Rosa(Cinema) na cidade de Conceição dos Ouros MG. O longa metragem é produção e direção do taxista Adão Alves Correia. Foi feito uma homenagem ao ex-sacristão e ator do filme Anardino Ferreira, popular "Nardininho" da cidade de Paraisópolis MG, que faleceu dia 07 de maio passado vítima de insuficiência renal.
O filme é sobre escravos, mantidos em cativeiro por coronéis e barões mesmo após a abolição.
Todas as sessões foram lotadas, veja algumas fotos:
"Pedrinho o Escravo Amaldiçoado" (meu personagem no filme é Gregório o Capitão do Mato) o lançamento foi no dia 18 de junho de 2011 as 19 horas no prédio do centro cultural Geraldo Rosa(Cinema) na cidade de Conceição dos Ouros MG. O longa metragem é produção e direção do taxista Adão Alves Correia. Foi feito uma homenagem ao ex-sacristão e ator do filme Anardino Ferreira, popular "Nardininho" da cidade de Paraisópolis MG, que faleceu dia 07 de maio passado vítima de insuficiência renal.
O filme é sobre escravos, mantidos em cativeiro por coronéis e barões mesmo após a abolição.
Todas as sessões foram lotadas, veja algumas fotos:
domingo, 5 de junho de 2011
Jesus
(Poesia)
Autor: Braz Aparecido
Jesus que veio na terra um dia,
Para trazer paz, amor e bondade,
Nos corações deixou muita alegria
E ensinou o caminho da verdade.
Eu sei meu Deus, de bondade infinita,
Que o senhor vai aliviar nossas dores.
Peço que ajude nossa gente aflita
E dê perdão aos pobres pecadores.
Sei que quem segue seus ensinamentos,
Ama o irmão e faz caridade,
Também respeita os seus mandamentos,
Segue o caminho para a eternidade.
E os apóstolos, que a Jesus seguia
Admiravam sua humildade.
Meu salvador e filho de Maria
Dê salvação à toda humanidade.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mundo de ternura
(Poesia)
Autor: Braz Aparecido
Você chegou em minha vida trazendo paz e sorriso,
Me senti num paraíso de beleza e esplendor.
No mundo todo o que eu via sentia ter mais encanto
Porque eu te amava tanto com carinho e com amor.
Vi no brilho dos seus olhos a luz que eu procurava,
Que meus passos guiava enfeitando a minha vida
Compreendi naquele instante que você é a criatura
Que envolveu-me com ternura de amor e de guarida,
Eu sei meu anjo adorado que você é a todo momento
O amor e o sentimento de uma ternura sem fim.
Porque trouxe em minha vida motivo de alegria,
Por isso que todo o dia eu a quero para mim.
Agora, nesta jornada de amor e felicidade,
Sei que na realidade você será sempre minha.
Hoje no meu aconchego vejo um mundo diferente,
Porque sei que eternamente será minha rainha.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Caminho da Paz
Eu vejo que hoje no mundo
Tudo está tão diferente,
Queria ver muita coisa
Se transformar de repente.
E que todo ser humano
Tivesse amor e bondade,
Para propagar o bem
Entre toda a humanidade.
Que entre todos os povos
Houvesse compreensão,
E que cada ser humano
Respeitasse o seu irmão,
Para sempre existir
Harmonia em toda terra,
Para haver somente a paz
E jamais existir guerra.
Que nossa gente tivesse
Sempre novos ideais,
Que não houvesse preconceito
E todos fossem iguais.
E que todos de mãos dadas
Cultivassem a amizade,
Para existir no mundo
Amor e felicidade.
Que predominasse o amor
E a paz universal,
Que não houvesse violência
E que o bem vencesse o mal.
E que o povo respeitasse
A palavra de Jesus,
Para sempre em nossa vida
Brilhar a divina luz.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Foi Por Isso Que Eu Mudei
Autor: Braz Aparecido e Colêra
Tá fazendo muitos anos
Que lá bem longe eu deixei,
Minha terra onde nasci
A casinha que morei.
As campinas verdejantes
O riacho que pesquei.
Com tristeza vim me embora
E nunca mais lá voltei.
Que saudade minha gente
Das serestas que cantei,
Daquela moçada boa
Dos bailinhos que eu dancei.
É bonita a minha terra
O lugar que me criei,
De saudade e solidão
Muitas vêzes já chorei.
Quando fiz minha partida
Meus colegas abracei,
Com os olhos quase em pranto
Minha mãezinha beijei.
A razão desta jornada
Foi alguém que tanto amei,
Ela me deu o desprezo
Foi poi isso que eu mudei.
Que lá bem longe eu deixei,
Minha terra onde nasci
A casinha que morei.
As campinas verdejantes
O riacho que pesquei.
Com tristeza vim me embora
E nunca mais lá voltei.
Que saudade minha gente
Das serestas que cantei,
Daquela moçada boa
Dos bailinhos que eu dancei.
É bonita a minha terra
O lugar que me criei,
De saudade e solidão
Muitas vêzes já chorei.
Quando fiz minha partida
Meus colegas abracei,
Com os olhos quase em pranto
Minha mãezinha beijei.
A razão desta jornada
Foi alguém que tanto amei,
Ela me deu o desprezo
Foi poi isso que eu mudei.
Tempo perdido
O tempo que eu te amei
Eu fui amado e querido
Vivia feliz,contente,
Tudo era divertido.
Eu tinha felicidade
Porque nós viviamos unidos,
Nosso amor era tão belo
Igual a um jardim florido.
Aquele tempo passou
Hoje eu vivo aborrecido,
E você nem não calcula
O quanto eu tenho sofrido.
Passo as noites tão triste
Eu nem não tenho dormido,
Você me deixou magoado
Com o coração ferido.
Na hora da minha prece
Pra Deus eu faço um pedido,
Para me dar alegria
Porque vivo entristecido
E fazer que eu esqueça
Do meu benzinho querido,
Que foi embora pra longe
Pra lugar desconhecido.
Hoje vivo desprezado
Por você fui esquecido,
O meu sonho foi desfeito
Nosso amor foi destruído.
Seus carinhos eram falsos,
Amava outro escondido,
Eu amei sem ser amado
Tudo foi tempo perdido.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Saudade
Gravação: Trio Serra Dourado
Autor: Braz Aparecido e Paulinho Caldas
Autor: Braz Aparecido e Paulinho Caldas
Alguém que eu amava tanto foi para bem longe
Agora eu vivo sofrendo chorando meu pranto
Eu já não posso mais viver aqui tão distante
Sentindo a cruel saudade de quem amo tanto
Tentei descobrir mas eu não pude saber
Porque que esta saudade é tão traiçoeira
Queria que meu bem voltasse para os meus braços
Não posso mais ficar sofrendo assim a vida inteira.
Saudade,saudade malvada
Saudade que não tem mais jeito
Saudade vá para bem longe
E deixa de ferir meu peito.
Depois que a saudade veio e ficou comigo
A alegria que eu tinha logo foi embora
Comigo agora ficou somente a tristeza
Por isso que eu já não sei o que faço agora
A mágoa que eu sinto no peito agora é muito grande
Saudade quando é de mais não tem dó da gente
Eu estava bem feliz sem pensar em nada
Mas esta saudade malvada chegou de repente.
Saudade saudade malvada
Saudade que não tem mais jeito
Saudade vá para bem longe
E deixa de ferir meu peito.
Doutor Sertanejo
Autor: Braz Aparecido
Nasci com o destino de ser um artista
Os versos que canto todos dão valor
Meu sertão querido é o meu berço amado
Eu tenho orgulho de ser do interior
Toda vida tive um grande desejo
De ser um artista ou compositor
Mas meus pais queriam que eu viesse um dia
Morar na cidade e estudar pra doutor.
Com muita tristeza deixei meu sertão
Recanto querido cheio de beleza
Onde as andorinhas fazem revoadas
Enchendo de encanto toda natureza
Pra satisfazer os gostos dos meus pais
Deixei o sertão e vim pra cidade
Logo eu comprei os livros de estudo
Depois eu entrei numa faculdade
Durante o tempo que eu era estudante
Lembrava o sertão onde eu fui criado
Com esforso eu terminei os estudos
E na faculdade eu fui diplomado
Vendo que não era este o meu desejo
Então eu guardei o anel de doutor
E peguei de novo a minha vióla
Porque é na arte que eu tenho amor
Agora feliz estou enviando
A minha mensagem ao Brasil inteiro
Mostrando à todos os versos que canto
Nasci com destino de ser violeiro
Assim vou seguindo a minha jornada
Eu estou morando na terra paulista
Mando esta mensagem através do rádio
E tenho orgulho de ser um artista.
Boa Viagem
Gravação: Rio da Anta e Rio do Peixe
Autores: Braz Aparecido e Rio do Peixe
Já me disseram que você vai pra bem longe,
Vai embarcar amanhã de madrugada
Eu lhe desejo bastante felicidade
Quero que seja feliz em sua jornada.
Vá pra bem longe e não pense mais em mim,
De me amar pode perder a esperança.
Estava vendo você arrumar as malas
Mas não sabia que estava de mudança.
E se um dia desejar me procurar
Pode encontrar-me mas somente como amigo.
Entre nós dois nosso amor não mais existe
Eu não esqueço o que você fez comigo.
Se é verdade que amanhã você vai embora
E já chegou a comprar sua passagem,
Sei que não posso impedir sua partida
Então eu quero desejar-lhe boa viagem.
Feliz Casamento
Gravação: Trio Serra Dourada
Autores: Braz Aparecido e Luiz de Castro
Quanta alegria você sente agora
Enquanto eu sofro um grande tormento,
Eu sei que você está muito feliz
Porque hoje é o dia do seu casamento.
Tão linda de noiva vai casar com outro
Sabendo que eu sofro uma grande dor,
Enquanto eu padeço já sem esperança
Você realiza seu sonho de amor.
E quando você entrar na igreja
Eu sei que meus olhos estarão em pranto,
Com grande tristeza chorarei baixinho
Porque vai casar quem eu amo tanto.
Sei que vou sofrer a vida inteira
Livrar desta mágoa já não tem mais jeito,
Você realiza seu sonho de amor
Eu sinto a mágoa de um sonho desfeito.
Mendigo de Amor
Gravação: Zé Campeiro e Zé Paixão
Braz Aparecido e Luiz de Castro
Não me interessa a sua procedência
Na sua ausência o sol não brilhou.
Cheguei ser na vida senhor importante
Mas não foi o bastante, não tive um amor
Jé tive dinheiro e carro importado
Mas fui derrotado em tudo dei fim
Porque nada vale ter tudo na vida,
Não tendo você pertinho de mim.
Não tenho dinheiro não sou milionário,
Mas sou proprietário do seu rico amor
Porque o passado não tem importância
Somente a distância mostrou seu valor.
0 mundo é uma escola onde a gente aprende,
Ataca. e defende com garra e temor.
Prefiro ser pobre vivendo ao seu lado,
Do que ser um rico, mendigo de amor.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Sonho Realizado
Composição: Braz Aparecido.
Quando eu te conheci
Você tinha quinze anos,
Por você me apaixonei
E fiquei te esperando.
Vivendo com esperança
F fui fazendo meus planos.
E se um dia eu te perdesse
Seria meu desengano.
Eu já tive muito mêdo
De perder o seu amor,
Muitas vêzes já rezei
Na capela do senhor
Pra quando vocês crentesse
Compreendesse minha dor,
Para um dia realizar
Meu lindo sonho de amor,
Ó meu senhor agradeço
Hoje eu tenho o que eu queria,
Levei ela no altar
Num dia de alegria.
Agora juntinho dela
Não tenho melancolia,
Hoje eu vivo contente
Sou feliz todos os dias.
Agora aqui no meu rancho
Eu vivo bem sossegado,
Já não sinto mais tristeza
Meu sonho foi realizado.
Meu viver é um paraiso
Meu sonho foi realizado,
Vou viver a vida inteira
Com meu benzinho ao meu lado.
Cruel Lembrança
Trago no peito uma dor estranha
Cruel lembrança me faz sofrer,
Meus olhos tristes derramais pranto
Por um alguém que eu não posso ver.
Eu não sou nada sem ter aquela
Que nesta vida eu amo tanto,
Serei apenas um i solitário
Vagando triste com os olhos em pranto.
Agora triste vou caminhando
Por uma estrada desconhecida,
Seguindo rumo do meu destino
Minha esperança já está perdida.
Sei que na vida jamais terei
Aquele amor nos braços meus,
Magoado eu vivo sempre lembrando
A hora triste do nosso adeus.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Reportagem publicada no "JORNAL TEM" (www.jornaltem.com.br) em outubro de 2010
Braz comemora 40 anos de trabalhos artísticos
Nascido em Paraisópolis, o poeta e compositor Braz Aparecido completa, em 2010, 40 anos de trabalhos artísticos. Autor de consagradas canções como A Chuva, um dos maiores sucessos da época e Vióla e o Carro de Boi (imortalizadas nas vozes da dupla Tonico e Tinoco em 1980), Vióla gravada pela dupla Cancioneiro e Caçulinha, e do Hino de Paraisópolis, o compositor se orgulha em saber que terá duas composições inéditas gravadas pelo Trio Brasil Sertanejo (O Bailão e Bandida), CD que será lançado até o fim do ano.
Além de poeta e compositor, aos 66 anos, Braz Aparecido encara um novo desafio em sua carreira, o de atuar. Braz viverá na pele do capitão do mato, “Gregório”, personagem que irá interpretar no longa independente “Pedrinho o escravo amaldiçoado”, que deverá estrear em 2011.
A trajetória deste apaixonado pela música raiz começou profissionalmente em 1970, mas muito antes Braz já compunha suas músicas e escrevia seus poemas sertanejos. Sem nenhum artista na família, aos 12 anos aprendeu a tocar cavaquinho com o irmão mais velho. Mas foi no ano de 1958, quando seu pai, José Pereira Lima, comprou um rádio, que o garoto de 14 se apaixonou perdidamente pela música. Ficava horas e horas ouvindo MPB e músicas de raiz. Desde então passou a compor e não parou mais. São mais de 60 composições gravadas de sua autoria e em parceria com os amigos Luiz de Castro, Vieira e Vieirinha, Zilo e Zalo, Ademir e Ademar, Barnabé, Jeca Mineiro e Sebastião Victor.
Com tantas composições de sucesso, não demorou a ser reconhecido pela mídia. Primeiro em 1975, onde foi considerado o “Poeta do repertório de ouro”, pela revista Sucessos Sertanejos, da editora Madrigal. Em 1979, Braz recebeu do programa “Canta Viola” (Rede Record) um diploma de gratidão, em reconhecimento ao apoio e contribuição para o engrandecimento da música Popular Brasileira.
Suas composições venceram vários festivais sertanejos promovidos na região. Como grande conhecedor da área participou como jurado em vários festivais da música cabocla por todo o país.
A música também contribuiu para que nascesse no compositor sua veia poética, mas foi com a leitura livros de poema, que Braz aprendeu a escrever poesias com métrica (medida dos versos), através de sua observação.
Também premiado em vários concursos de poesia, teve seus trabalhos literários publicados em diversos livros. Suas poesias foram vencedoras em diversos concursos. Como compositor seu nome está imortalizado no álbum “Nova História da Música Popular Brasileira”, pela editora Abril e como vencedor do prêmio “Destaque”, promovido pela revista “Brasília”, no XX Concurso Nacional de Poesia.
O homem que nunca gravou suas composições, preferindo que as mesmas também nunca recebeu reconhecimento por sua obra, conhecida internacionalmente, em sua cidade.
Há muito tempo, a falta de apoio das autoridades local à cultura e aos artistas ainda é um fator que entristece o compositor. Braz não se refere apenas a ele, mas ao amigo Paraisopolense, Carlos Gonzaga, grande artista da jovem guarda, conhecido internacionalmente, e que nunca foi reconhecido como merece em sua cidade natal.
Para Braz, isso acontece porque o município prefere trazer artistas de fora, deixando de valorizar e incentivar os artistas da terra.
A história deste compositor e poeta premiado em todo o país prova que Paraisópolis não é apenas a terra de Amilcar de Castro, mas sim velhas e novas gerações de poetas, compositores, escritores, pintores, escultores e cantores que ainda sonham em receber tamanho reconhecimento. Conheça mais sobre a obra do compositor acessando o blogdobrazaparecido.blog.com, lançado no dia 27 de setembro, e que em duas semanas já teve mais de mil visitas.
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